quarta-feira, 28 de outubro de 2009

No automático.

Parece obrigação,
não sobra mais tempo pro prazer.
Uma simples motivação,um estalo,
o corpo se move sem querer se mecher.
Bebe-se água quando a cede nos faz lhe obedecer.
Caimos retos no chão pra sonhar com nada indo em alguma direção.
Perdidos no universo,pelados presos ao chão.
Existe uma força,um suspiro de união,que logo se perde em meio a tanta competição.
Procuramos por vida,em direção à morte.
Sem rodeios,sem promessas,sem recheio.
Um vazio existencial q pulsa,ora vítima,ora culpado por sua própria acusação.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Culpa é o ((cú)mulo(a).

Você continua linda.
O mesmo sorriso inocente.
Eu de boca inchada morrendo de dor de dente.
Por não mantê-los limpos,coluna reta,cabeça erguida,andando pra frente.
Eu não queria que acabasse nunca,
te olhando como se vc estivesse nua.
Você mesma apaga seu próprio fogo.
Os anos passam e eu fico sem graça.
Tento mas não consigo te achar pela rua.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Vamos editar o mundo II

Intervir no mundo ,
modificar realidades ,
bagunçar o coreto e pintar o 7
fantasiado de 4 .
Mudar o tom , trocar de cor , substituir , fingir que está ruim mas achar tudo bom.
Problematizar as curas,enfatizar as culpas,
sofrer por mero prazer.
Embelezar o óbvio,se surpreender com o ócio,
sintetizar nossas dúvidas e sanar nossos números.
Novos úteros,novos e chulos.
Paguemos as prendas,pulemos as ondas,bebamos síndromes e
salvemos rascunhos para nos lembrarmos do que tu és.Quebramos as mesas e rasgamos as cortinas rotineiras.
Quebraram a cara ,as regras e as garrafas das eternas saideiras.
Rimaram tudo e remaram contra a mão de ferro
que dá a mão à palmatoria mas não dá o braço a torcer que
o dia pode ter sido
simplesmente difícil.